terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Manifestação complica o trânsito em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio


Uma manifestação na região de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, provocou o fechamento das pistas da Rua Cândido Benício na manhã desta terça-feira (11), como mostrou o Bom Dia Rio. Um ônibus e um banheiro químico usado por operários da obra Transcarioca foram incendiados e um carro da PM teve vidros quebrados. De acordo com o Centro de Operações, o tráfego na Rua Cândido Benício foi liberado por volta das 9h15, mas o trânsito seguia intenso na região.

O protesto ocorreu próximo à obra de uma estação Transcarioca. Muitos trabalhadores lotavam os pontos de ônibus da região a espera das conduções. Segundo a PM, o protesto, que envolve moradores da região dos morros São José Operário, Covanca e Chacrinha, foi uma represália à morte de dois jovens. O comandante do 9º BPM (Rocha Miranda), tenente-coronel Wagner Moretzsohn, disse que suspeita que a ação tenha sido orquestrada por traficantes, em represália à ação da Polícia Militar na região.

A Polícia Militar informou por meio de nota que quatro jovens foram abordados por policiais do 9º BPM (Rocha Miranda), durante um patrulhamento na Avenida dos Italianos, na altura de Fazenda Botafogo. Os policiais desconfiaram do grupo, que ocupava duas motos.
Ainda segundo a polícia, após a abordagem, os suspeitos resistiram e teriam disparado contra o carro da PM. Houve troca de tiros e dois deles foram mortos, um pessoa ficou ferida e outro suspeito fugiu.
O ferido foi socorrido no Hospital Carlos Chagas e não há informações sobre o seu estado de saúde. A PM apreendeu uma pistola calibre 7.65 e as duas motos utilizadas na ação. A ocorrência foi registrada na 29ª DP.

Mesmo com o trânsito liberado, as alternativas para quem quer fugir das retenções são a Avenida Nelson Cardoso e a Rua Lívio Barreiro. No sentido Tanque, a melhor opção é a Rua Florianópolis.

Fonte: G1

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Prefeitura do Rio incentiva uso de bicicleta para facilitar trânsito

A prefeitura do Rio faz, neste fim de semana, mais uma etapa de alterações no trânsito para dar seguimento às obras no centro e para o Projeto Porto Maravilha. Será feita a inversão de sentido da Avenida Rio Branco, entre a Candelária e a Praça Mauá. Ela é uma das principais vias da região.  No próximo fim de semana, está previsto o fechamento do Mergulhão da Praça XV, também no centro da cidade, e a implantação de mão dupla na Avenida Rio Branco, da Candelária até a Cinelândia.

“O Rio de Janeiro está entrando na reta final das obras de revitalização do centro da cidade, as obras do Porto Maravilha e, nos dois próximos fins de semana, uma série de mudanças vai viabilizar o avanço das obras. Essas são mudanças de grande impacto para podermos avançar com as obras do Porto Maravilha”, disse àAgência Brasil o secretário municipal de Transportes, Carlos Roberto Osório.
Para tentar reduzir os impactos das mudanças do tráfego nas ruas e avenidas do centro, a prefeitura está incentivando a utilização dos transportes públicos, a carona solidária, para evitar a circulação de carros com apenas um ocupante, e o uso de bicicletas.
No domingo (16), serão inauguradas três novas rotas de ciclovias que ligarão o Museu de Arte Moderna (MAM) e o Aterro do Flamengo, na zona sul, à região central da cidade. Uma vai chegar ao Largo da Carioca, passando pela Avenida Graça Aranha. A outra alcançará a Cinelândia, pela Avenida Beira Mar. Quem quiser seguir para a Praça XV, poderá usar a terceira opção, cruzando a Rua Santa Luzia. “Nós acreditamos que, com isso, uma alternativa de deslocamento no centro da cidade possa ocorrer para aqueles que têm interesse em vir de bicicleta". Ele lembrou que hoje é difícil o acesso com bicicleta ao centro do Rio.
Além disso, a prefeitura vai ampliar o sistema de aluguéis de bicicletas do Programa Bike Rio, que conta com 60 estações e 600 bicicletas. No centro, haverá 12 estações: na Rua Graça Aranha, no Largo da Carioca, na Avenida Nilo Peçanha, Avenida Almirante Barroso, no Fórum, na Marechal Câmara, Praça Rui Barbosa, no Paço Imperial, na ABL, no Aeroporto, MAM, Passeio Público e na Praça Mauá.
Segundo o secretário, a expansão vai atingir também bairros como a Barra da Tijuca, o Recreio dos Bandeirantes, Jacarepaguá e outros da zona norte. “É todo um esforço da cidade do Rio para que a bicicleta possa ser uma alternativa atraente para pequenos deslocamentos”, acrescentou.
O secretário disse que tem mantido contato com administrações de prédios comerciais para a instalação de vagas para as bicicletas de pessoas que quiserem fazer esse tipo de transporte para o trabalho. “Onde você para um automóvel, pode parar de dez a 12 bicicletas. Outro incentivo que estamos fazendo é a criação de vestiários nas empresas de maior porte, de modo que a pessoa que anda de bicicleta no calor que faz no Rio, principalmente no verão, vai precisar se arrumar para começar a trabalhar”, destacou.
Para marcar o lançamento das novas ciclovias está prevista uma pedalada do MAM até o Buraco do Lume, no centro. Durante o passeio ciclístico, serão distribuídas camisetas e mapas informativos com o novo trecho cicloviário. “O Rio de Janeiro é a cidade que tem a maior rede de ciclovias do Brasil. Nós temos, neste momento, um conjunto de ciclovias com mais de 300 quilômetros de extensão, e o objetivo da prefeitura é chegar a 2016 com uma rede de quase 500 quilômetros. Para isso, uma série de incentivos vem sendo feita no sentido da utilização da bicicleta não apenas para o lazer, esporte ou contemplação, mas também como meio de transporte de pequenas distâncias”, completou.
Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Reforma ministerial de Dilma dissemina tensão entre aliados


Um dos objetivos centrais da presidente Dilma Rousseff com a reforma ministerial é ampliar sua aliança para disputar a reeleição neste ano, mas as primeiras negociações semearam mais tensão do que união entre os aliados, e as dificuldades para expandir a base governista aumentam a cada dia.
Além de questões políticas, a presidente também tem dificuldades para atrair nomes de peso para pastas como a do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Novos ministros assumem os postos apenas por meses e dificilmente conseguem imprimir suas marcas na administração pública.
Os aliados também avaliam que Dilma perdeu o momento certo das mudanças porque esperou o retorno do recesso no Congresso e, agora, as negociações ficam contaminadas com a pauta da Câmara dos Deputados e do Senado.
Dilma mudou quatro ministros até agora. Na Educação entrou José Henrique Paim no lugar de Aloizio Mercadante, que foi para a Casa Civil. Arthur Chioro foi nomeado ministro da Saúde, substituindo Alexandre Padilha, e o ex-porta-voz da Presidência Thomas Traumann assumiu a Comunicação Social, antes liderada pela jornalista Helena Chagas.
Nesta semana, após três rodadas de negociações com o maior partido de sua coalizão, o PMDB, Dilma teve o maior revés na reforma ministerial iniciada na semana passada. A bancada do partido na Câmara, descontente e se sentindo menosprezada pela presidente, segundo um peemedebista, emitiu nota abrindo mão de indicar nomes para o primeiro escalão.
A irritação dos deputados peemedebistas aprofundou-se e pode prejudicar as votações do Congresso depois que Dilma disse, em uma reunião com o vice-presidente, Michel Temer, que o partido não teria o número de pastas sob seu comando ampliada de cinco para seis.
A insatisfação não ficou apenas no PMDB. Nesta quinta-feira, o PTB também informou que, se convidado por Dilma, não indicará um nome para o ministério.
"Se formos convidados, não vamos indicar ninguém para que a presidente fique à vontade para montar como achar melhor seu ministério para esse ano. Sem ressentimentos", disse à Reuters o presidente em exercício do partido, Benito Gama, que é vice-presidente de governo do Banco do Brasil.

Segundo ele, isso não muda a decisão do partido de apoiar formalmente Dilma na reeleição, nem altera o apoio que os petebistas têm dado ao governo no Congresso. As negociações comandadas pela presidente indicavam que ela daria o ministério do Turismo para o PDT e o próprio Gama seria o ministro.
Na quarta-feira, Dilma também se reuniu com o presidente do PSD, Gilberto Kassab, e conversou sobre as mudanças no ministério. Mas segundo um parlamentar do partido, que falou sob condição de anonimato à Reuters, ela não convidou a legenda para nenhuma pasta.
Atualmente, o PSD está representada no primeiro escalão com o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, que comanda o Ministério das Micro e Pequenas Empresas.
"Neste momento me surpreenderia se o partido indicasse um novo ministro", afirmou o parlamentar do PSD.
DESENVOLVIMENTO
Afif chegou a ser cotado para ocupar o Ministério do Desenvolvimento, mas ele negou uma transferência para a pasta, segundo o parlamentar da legenda.
No Ministério do Desenvolvimento e no PT de Minas Gerais, a expectativa é de que o titular Fernando Pimentel deixe o governo até a próxima quinta-feira para dar início à pré-campanha da disputa estadual.
Dilma tem se esforçado para encontrar um novo ministro no meio empresarial, mas até agora o governo só ouviu negativas, o que pode levar a presidente a adotar uma solução caseira para a pasta.
Se for essa a solução, um nome que circula nos corredores do ministério é o do presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Mauro Borges, um dos responsáveis pela elaboração da atual política industrial.
Dilma também quer incorporar ao governo o recém-criado Partido Republicano da Ordem Social (Pros), para onde migrou o governador do Ceará, Cid Gomes, depois de romper com o PSB, que lançará seu presidente e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, à Presidência.
O presidente da legenda, Eurípedes Júnior, disse que conversou com Dilma sobre o ingresso do governo em novembro e desde então não foi convidado novamente para negociar cargos no primeiro escalão. O partido deve se reunir na próxima semana com Mercadante para retomar as conversas.
 


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Pronatec oferece mais de 32 mil vagas para presos e egressos

O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) vai abrir 32.722 vagas para presos e egressos em cursos de capacitação no primeiro semestre de 2014. São mais de 600 cursos diferentes e haverá turmas de presos em regime fechado, semiaberto e provisório. Egressos (pessoas que já cumpriram pena) e cumpridores de penas alternativas terão turmas específicas.
As vagas serão distribuídas por todo o país. Os estados de Minas Gerais e São Paulo são recordistas de vagas, com 6.887 e 6.539, respectivamente. O processo de seleção de interessados vai considerar a escolaridade mínima exigida pelo curso, além de verificar se a previsão de progressão de pena (de regime fechado para o semiaberto, por exemplo) é superior à duração do curso.
Os participantes terão pena reduzida em um dia por cada período de 12 horas cursadas.  “Os cursos proporcionam à população carcerária e aos egressos uma perspectiva melhor. Além disso, a remissão da pena pelo estudo antecipa a saída do sistema e possibilita a redução da superpopulação nos presídios”, disse o diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Augusto Rossini, ao site do Ministério da Justiça.
O Pronatec foi criado pelo governo federal em 2011 com o objetivo de oferecer cursos de educação profissional e tecnológica. Desde 2013, após parceria entre os ministérios da Educação e Justiça, o programa também alcança os presos e egressos.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Apagão atinge cidades do Sul, Sudeste e Centro-Oeste

Parte das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste enfrentou falta de energia nesta terça-feira, 4. Um problema na linha de transmissão que liga Colinas (TO) a Serra da Mesa (GO) ocasionou a falha no fornecimento para essas regiões, segundo o Operador Nacional do Sistema (ONS). A linha pertence à Intesa, constituída em 2005 para participar do leilão da Aneel de linhas de transmissão.
De acordo com o ONS, "para evitar a propagação do evento", o órgão solicitou às distribuidoras locais o desligamento automático de cargas. A falha foi detectada às 14h03 e começou a ser normalizada às 14h41. As concessionárias seguiram um procedimento técnico predefinido de alívio de carga, coordenado pelo ONS, o que envolve o desligamento de alimentadores. Esse procedimento é chamado de Esquema Regional de Alívio de Carga - ERAC.
Em outubro do ano passado, um incêndio em uma linha de transmissão de Colinas (TO) provocou um apagão em todos os Estado do Nordeste. Na ocasião, o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, afirmou que o governo seria "implacável" na fiscalização do setor e que iria aperfeiçoar os mecanismos de prevenção e controle de acidentes.
Concessionárias dos Estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo confirmaram a falha. Em São Paulo, a AES Eletropaulo informa que já restabeleceu o fornecimento de energia. Na capital paulista, os bairros afetados foram: Capão Redondo, Pedreira, Cidade Ademar, Mooca, São Mateus, Vila Prudente, Itaquera, Vila Mariana, Guaianases e Vila Matilde. Houve também falha nos municípios de Vargem Grande Paulista, Embu, Diadema e Cotia.
Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), parte dos semáforos das regiões Oeste, Sul e Leste da cidade de São Paulo está apagada, o que causa transtornos no trânsito. Às 15h40, haviam sido registradas 27 ocorrências de semáforos desligados devido à falta de energia. Agentes da CET estão operacionalizando manualmente os principais cruzamentos e orientando os usuários. A CET recomenda, por medida de segurança viária, que os motoristas redobrem a atenção e reduzam a velocidade nas proximidades dos cruzamentos apagados.
Rio. Já no Rio de Janeiro, a Light informou que desligou 17 subestações, afetando aproximadamente 600 mil clientes durante pouco mais de duas horas. A situação já foi normalizada, de acordo com a empresa. Os locais afetados foram a região de Bangu, Campo Grande e Guaratiba, Grande Méier, Região de Jacarepaguá, Região da Pavuna, Inhaúma e Irajá, Região da Penha, Cascadura e Madureira, além de algumas regiões de cidades da Baixada Fluminense, como Mesquita, Belford Roxo, Queimados e Nova Iguaçu.
Minas Gerais. A Cemig informou que cerca de 230 mil consumidores foram afetados pelo apagão (de um total de 7,5 milhões de clientes). O fornecimento de energia está sendo restabelecido. Na região metropolitana de Belo Horizonte, as municípios de Venda Nova, Ribeirão das Neves, Sete Lagoas, Baldim e Santana do Riacho registraram falta de luz. Outros municípios afetados no Estado foram: Poté, Ladainha, Malacacheta, Franciscópolis, Novo Cruzeiro, Setubinha, Ladainha, Chapada do Norte, Jenipapo de Minas, Caraí, Arcos, Santo Antonio do Monte, Passos, São João Batista do Gloria, Fortaleza de Minas, Alpinópolis, Bom Sucesso, Ibituruna, Itutinga, Santo Antonio do Amparo, São Tiago, Nazareno, Ijaci, Oliveira, Santana do Jacaré, Lavras, Baempeti, Caxambu, Conceição do Rio Verde, Soledade de Minas, São Tomé das Letras, Juruaia, Muzambinho, Bom Jesus da Penha, Nova Resende, Monte Belo, Cabo Verde, São Pedro da União, Guaxupé, Guaranésia, Tapira, Araxá, Pratinha, Uberlândia, Carmo do Paranaíba, Serra do Salitre, Rio Paranaíba, Patos de Minas, Arapuá, Lagoa Formosa, Tiros, Matutina, Cruzeiro da Fortaleza, Guimarânia, Presidente Olegário, Lagamar, Coromandel, Uberaba.
Santa Catarina. A Celesc informou que em Santa Catarina o desligamento afetou cerca de 315 mil consumidores, ou 13% do total atendido pela empresa.
Mato Grosso do Sul. No Mato Grosso do Sul, 14% da região abastecida pela concessionária Enersul foi atingida pelo apagão, nas cidades de Miranda, Bonito, Bodoquena, Dois Irmãos do Buriti, Aquidauana e Anastácia. A capital Campo Grande teve 4% da rede afetada. Segundo a Enersul, o fornecimento de energia elétrica já foi restabelecido.
Tocantins. No Tocantins, a falha no Sistema Interligado Nacional durou apenas quatro minutos - das 14h03 às 14h07, horário de Brasília, de acordo com a Companhia de Energia Elétrica do Tocantins (Celtins).
Fonte: Estadão

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

No Rio, passe-livre para universitários de baixa renda começa nesta segunda

A Prefeitura do Rio informou neste sábado (1º) que a partir da próxima segunda-feira (3), alunos dos ensinos fundamental e médio da rede pública, universitários cotistas e do Programa Universidade para Todos (ProUni) já terão direto a 76 viagens de ônibus mensais e gratuitas.
O benefício é automático para quem já tem o RioCard, sem necessidade de recadastro, mas o uso do cartão eletrônico não dispensa a necessidade de uniforme, em dias úteis, no caso dos estudantes. O benefício não é cumulativo e dá direito ao máximo de quatro viagens por dia, incluindo fins de mana e feriados, conforme decreto do prefeito Eduardo Paes, publicado no Diário Oficial na última quinta-feira. Anteriormente, os alunos beneficiados tinham somente direito a 60 viagens por mês para serem utilizadas apenas em dias úteis.

Os universitários com renda familiar per capita de até um salário mínimo deverão fazer a comprovação salarial por meio de comprovante de matrícula atualizado, declaração de imposto de renda, contracheque atualizado dos responsáveis legais ou "autodeclaração" com assinatura de termo específico.

Para os estudantes do ensino fundamental e médio da rede pública, o uso do cartão eletrônico não os dispensa do uso do uniforme para ingresso gratuito nos ônibus, exceto para as viagens feitas nos fins de semana e feriados.

Reajuste
A Prefeitura do Rio publicou no Diário Oficial de quinta-feira (30) o decreto do prefeito Eduardo Paes que estabelece o reajuste das tarifas de ônibus municipais a partir do dia 8 de fevereiro, de R$ 2,75 para R$ 3, o que representa um aumento de 9,09%.
A publicação traz ainda a criação do passe-livre universitário e a ampliação de gratuidades para estudantes do ensino fundamental e médio da rede pública. Não foi especificado, porém, quantos alunos serão beneficiados pelo aumento do benefício.
Em 1° de junho do ano passado, a tarifa dos ônibus do Rio aumentou de R$ 2,75 para R$ 2,95. Após mobilização em outras capitais por causa do aumento das passagens, houve protestos também no Rio, E o reajuste de R$ 0,20 acabou suspenso pelo prefeito 18 dias depois. Na primeira manifestação, cerca de 2 mil pessoas se reuniram no Centro do Rio. O ato, que começou pacífico, terminou em confronto com policiais militares. Um grupo mais radical chegou a atear fogo na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
O anúncio do aumento, na quarta-feira (29), foi feito um dia após o Tribunal de Contas do Município (TCM) ter votado o relatório sobre o serviço prestado pelas empresas de ônibus no Rio. Segundo nota da Prefeitura, os estudantes universitários beneficiados por cotas federais ou pelo Programa Universidade para Todos (Prouni), que pagavam meia passagem, passam a ter direito à gratuidade integral. Já os universitários com renda familiar per capita de até um salário mínimo também vão dispor do benefício.
A Prefeitura promete que os estudantes citados receberão, a cada ano letivo, cartões eletrônicos contendo créditos de viagens de Bilhete Único Carioca (BUC) e poderão fazer até 76 viagens por mês, sendo no máximo quatro por dia, incluindo fins de semana e feriados. Anteriormente, os alunos beneficiados tinham direito a 60 viagens por mês, para ser usadas apenas em dias úteis.
Medidas de melhoria
Também na edição desta quinta-feira do Diário Oficial, a Prefeitura do Rio publicou um decreto que estabelece novas medidas para o aperfeiçoamento da prestação do Serviço Público de Transporte de Passageiros por Ônibus. De acordo com a Prefeitura, isso atende às exigências do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro (TCM).
Entre as medidas, estão a obrigatoriedade de os consórcios instalarem ar-condicionado em toda a frota, até dezembro de 2016, e da criação da Comissão de Acompanhamento do Serviço Público de Transporte de Passageiros por Ônibus, formada por representantes da Secretaria Municipal de Transportes, da Secretaria Municipal da Casa Civil, da Controladoria Geral do Município e da Procuradoria Geral do Município.
Fonte: G1

Desfile de blocos na zona portuária abre circuito de carnaval no Rio


O primeiro grande evento do carnaval 2014 do Rio começou sábado (1°), com o 5º Circuito de Blocos da Zona Portuária. Doze blocos tradicionais desfilam pelas ruas da região, que atualmente passa por processo de revitalização urbanística e promete ser um dos grandes pontos turísticos da cidade até as Olimpíadas de 2016.
A concentração começou nas primeiras horas da tarde, com centenas de foliões, incluindo moradores das comunidades próximas e turistas brasileiros e estrangeiros, divertindo-se ao som de marchinhas e sambas-enredos.
A  presidenta da Liga de Blocos e Bandas da Zona Portuária, Rosieti Marinho, comemorou a nova fase dos bairros próximos ao cais do porto. Ali foi um dos locais de grande importância no passado, mas que sofreu com abandono e declínio da atividade econômica, agora revertidos por um forte processo de valorização imobiliária.
“Hoje estamos abrindo o carnaval da zona portuária, apresentando todos os blocos remanescentes, oriundos da comunidade dos bairros da Saúde, Gambôa, Praça Mauá, Santo Cristo, Morro da Providência, Morro do Pinto e Morro da Conceição. São blocos bem antigos, pois aqui foi um dos berços do samba na cidade”, disse Rosieti.
Entre os 12 blocos e bandas que desfilarão pelo circuito de ruas da região, a presidenta da liga destacou Escravo da Mauá, Coração das Meninas, Fala Meu Louro, Independentes do Morro do Pinto, Eles que Digam, Bloco Rego de Barros, Escorrega mas Não Cai e Banda da Conceição.
Um dos blocos mais antigos da cidade é Fala Meu Louro, fundado em 1938, segundo a presidenta da agremiação, jornalista Isabel Boechat. “Nós resolvemos, no ano passado, revitalizar o bloco, que já teve a participação dos meus avós e dos meus pais. Este ano vamos fazer o desfile principal dia 15 de fevereiro, com o enredo A Taça do Mundo É Nossa,”, disse ela.
Este ano desfilarão pelas ruas da capital fluminense 457 blocos, com um público estimado em 5 milhões de pessoas, segundo a Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro  (Riotur). A maioria dos blocos sairá na zona sul (144), seguida pelo centro (90), zona norte (84), região da grande Tijuca (53), Barra e Jacarepaguá (35), Ilha do Governador (26) e zona oeste (25). Para participar dos blocos não é preciso pagar nada, pois no Rio não existem cordas que separem os foliões.